19.2.10

Citizen Erased - Muse



Break me in
teach us to cheat
And to lie, cover up
What shouldn't be shared?
All the truth unwinding
Scraping away 
At my mind
Please stop asking me to describe him
For one moment
I wish you'd hold your stage


With no feelings at all
Open minded
I'm sure I used to be so  f r e e
Self expressed, exhausting for all
To see and to be
What you want and what you need
The truth unwinding
Scraping away 
At my mind
Please stop asking me to describe

Wash me away
Clean your body of me
Erase all the memories
They will only bring us pain
And I've seen all I'll ever need




14.2.10

medo.
















Devo-te dizer, que o mundo não se abateu sobre mim, da mesma forma com que se desfere o golpe das palavras que, na horizontalidade da tua indiferença, lançaste, numa certeira vez, que tudo desfez.

Devo-te dizer, que já me caíram pedras e muros, já desprezei o chão; já me esqueci deveras para onde ia; já perdi até a cidade, este rosto foleiro da sociedade, o sabor da casa, o gosto pela companhia.

Devo-te dizer que já me olhei sem me ver, como se fosse eu própria um não-lugar, que habito quando me escorraçam de todos os outros que cobiço.

Até já deixei de ser o que sou para não ser nada, e aí fui outra coisa qualquer que foi isso mesmo.

E nem assim deixo de recuperar tudo de novo, num circuito temporal que não quero voltar a sentir.

Nem é por ser velha. É por ser velha demais.

Uma velhice que dilata um pensamento que, sucumbe à vinda de outro, que se agarra a um outro, que gera outro, que se questiona a si próprio e, rebenta tantos outros num esgotar intenso e saltitante, que consume.

E o pior é que, para todos, tenho respostas.

Não me rasgam as incertezas. Rasgam-me as certezas.

O que não sei, pode ainda ser fonte de aventura.
O que não sei, pode ainda despontar alegria ou loucura.

O que sei é o hoje.



8.2.10

Portugal, o Haiti da Europa


Portugal, o Haiti da Europa
O nosso pais sofreu hoje o maior sismo de que há memória. Mas desta vez não vamos ter qualquer ajuda internacional que nos valha, porque a reconstrução daquilo que foi destruido, se é que é possivel reconstruir, não pode ser realizado pela comunidade internacional, mas sim, por cada um de nós Portugueses.
O abalo foi de tal ordem, que destruiu totalmente aquilo que já pouco restava da credibilidade das mais altas instituições do estado de direito, nomeadamente a Procuradoria Geral da República, o Supremo Tribunal de Justiça, o governo na pessoa do Primeiro Ministro e em última instância o Presidente da República.
A noticia publicada hoje no semanário Sol, prova cabalmente aquilo que o cidadão comum sabe que existe e comenta no dia-a-dia, só que infelizmente até agora não o podia provar.
Sim, são provas aquelas que foram públicadas hoje! E não podemos ficar indiferentes sobre o alcance e gravidade profunda das escutas em causa.
Chamemos os "bois pelos nomes": Crime de Atentado ao Estado de Direito.
O plano para controlar a Comunicação Social, dado hoje a conhecer através das provas publicadas, mostra que havia fundados indicios de crime, mas como "supostamente" não foram cumpridos certos e determinados requisitos processuais, foi arquivado.
Ora, ficamos hoje com a certeza que caminhamos seriamente na mesma direcção que a Venezuela, ou seja com um senhor com os mesmos tiques ditatoriais que Chavez, a por em causa definitivamente a liberdade de expressão. 
Para além do controlo sobre os media, o poder foi também usado para instrumentalizar a justiça, o universo dos negócios privados e condicionar o papel do Presidente da República.
O país ruiu e por isso é preciso agirmos já! E desta vez não podemos votar em branco ou deixar de ir ás urnas...
Se for preciso uma nova revolução dos cravos, que assim seja !!!

Pedro Vale
(Eng.º Civil)    

TODOS PELA LIBERDADE




O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.
Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.
A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.
É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.
É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.
É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.
É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições.
Assistimos com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, não nos conformamos. Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção.
É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.
Apelamos, por tudo isto, aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade.

Promotores do Manifesto: Ana Margarida Craveiro, Manuel Falcão, Vasco M. Barreto, Rui Tabarra e Castro, Henrique Raposo, Adolfo Mesquita Nunes, Luís Rainha, Laura Abreu Cravo, Manuel Castelo-Branco,Paulo Morais, Gabriel Silva, Tiago Mota Saraiva, Alexandre Borges, João Gonçalves, Rui Cerdeira Branco, João Miranda, Nuno Miguel Guedes, Fernando Moreira de Sá, Vasco Campilho, Nuno Gouveia, Carlos Nunes Lopes, Sérgio H. Coimbra, Maria João Marques, Hélder Ferreira, Manuel Castro, Alexandre Homem Cristo, Henrique Burnay, Carlos Botelho, André Abrantes Amaral, Francisco Mendes da Silva, Paulo Marcelo, Carlos M. Fernandes, João Moreira Pinto, João Vacas, Jacinto Moniz Bettencourt, José Gomes André, Bruno Gonçalves, Afonso Azevedo Neves, Ricardo Francisco, Sofia Rocha, Miguel Noronha, Pedro Pestana Bastos, Raquel Vaz-Pinto, Manuel Pinheiro, Nuno Branco, Carlos do Carmo Carapinha, João Condeixa, Carlos Pinto, Luís Rocha, Pedro Picoito, Rodrigo Adão da Fonseca, Gisela Neves Carneiro, Nuno Pombo, Rui Carmo.

Assine a petição TODOS PELA LIBERDADE

3.2.10

I am the escaped one.






I am the escaped one,  
                        
After I was born
They locked me up inside me 


But I left.

My soul seeks me,                     
Through hills and valley, 


I hope my soul                         
Never finds me.

Fernando Pessoa

1.2.10

O que é que se passa?

Há segundas, nas quais se acorda de manhã com o rosto que o fim de semana vomitou, sem que tivesse sido feita a digestão do delicioso tempo livre, recheado com o maravilhoso creme de não-ter-horas-para-nada.


Já nos habituamos todos a isso, não é verdade?


Muitos começam a semana focados, sem querer ler notícias ou ver telejornais, devido ao enjoo que já provocam estas pessoas que se dizem políticos e governantes de um país que se diz portugal com P grande.


"Foca, foca, abana o rabinho que tens é de viver cada dia como se fosse o último, já que toda a gente anuncia o fim de tudo todos os dias." O fim da crise, o fim dos bons tempos, o fim do terrorismo, o fim de mais um massacre, o fim da liberdade de expressão, o fim dos incómodos para o governo, o fim da guerra com os professores, o fim de qualquer entendimento possível, o fim da agricultura, o fim dos prazos dos fundos europeus....o fim da paciência é o que é!


Retorno à minha segunda feira de manha: o dia corre bem, as pessoas poupam a energia para os 4 dias restantes de moléstia televisiva, moléstia no trabalho, moléstia no trânsito, moléstia no super-mercado e ainda algumas quilowatts para acontecimentos imprevisíveis, (que por favor, não, esta semana não!) e chegam a casa mais sorridentes, até que alguém diz: -Olha sabes o que aconteceu? ("fonix, outra vez?! - pensamos) o governo já calou o Mário Crespo!!


HÃ? O O QUÊ?


Sim, pelos vistos foi o prato principal de um almoço de governantes, que lincharam o sem nome entre garfadas e goladas no líquido visceral da maledicência.


Uma fonte ouviu, escreveu e informou-o. Ele reagiu com um artigo de opinião, que nao deixaram publicar, e despediu-se.


E assim o JN perde um dos mais brilhantes jornalistas que Portugal teve na ultima década, não só em termos de cultura e profissionalismo, como também em termos de tacto, sensibilidade e saber estar.


Espero que a fonte seja MESMO segura Mário, senão, como foste capaz de cair?

11.1.10

(in)coerência



(A Janela de Soror Mariana, João Cutleiro, no Parque do Museu Nacional do Traje, Lisboa, 2005)


"A coerência é o último refúgio dos que não têm imaginação" (Oscar Wilde)


Há pessoas sedentas por coerência quando são elas próprias a incoerência personificada; 
e que agem, e despejam palavras, reduzindo o outro ao tamanho de uma rolha, que rola no chão, observando o plano picado no qual se transformou a sua imagem.


Detesto que questionem a minha coerência.
Se sou incoerente é porque não aguento ser de outra forma.
É porque já esgotei a forma de tentar sê-lo.


Às vezes, quando se consegue manter essa harmonia dos quês e dos porquês, pousam olhares voadores de respeito "pela personalidade".


Sorrio.


"Foi um take que observaste de mim, estava bem escrito, estava" - apetece-me dizer.
Mas...e o filme todo? o que se fez, o que se faz, o que se planeia, o que se esconde? 


Julgar alguém? 
Erro imperdoável  que todos cometemos.


Julgar alguém é comentar esses 5 min. de filme, numa longa metragem sem fim aparente. Escassos minutos que se viu uma só vez, com os olhos da coerência.


Tenho takes muito mal escritos. Xii.. tantos.  São assim aberrações que acarinho muito, e que a vida ensinou-me a justificar aos olhos dos senhores-todos-coerentes.


Porque detesto ser rolha. Detesto ser "apanhada" numa incoerência e ter de ficar a rolar, rolar, em torno de quem me acusa.


Odeio.


Prefiro responder e enfiar-lhe a rolha...naturalmente..na boca.


25.12.09

Postal de Boas Festas

Do melhor Centro de Formação em Artes e Design (brevemente o primeiro a ser certificado pela Apple) para todos nós:



23.12.09

Que seja durad'ouro!




Não acredito que exista (mas já acreditei que sim!), não acredito que seja uma pessoa barriguda ou um menino pobrezinho, não acredito no seu nome, nas histórias que contam, nem porque "é-época-de-pensar-em".

Acredito no Amor, na Consciência e na Capacidade de Empreender o que, em dois dias, nos destinamos a fazer.

Que tal nunca adormeça em vocês...e terão tudo!

São os meus votos para quem me lê.

Beijinhos

Ana Cláudia Alves.

21.12.09

Corrente de Manias

A poveirinha e o Sr Devaneios tiveram a infame ideia de me passar este desafio:


"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."



MENINOS: SINTO-ME UMA CACHOPA POR NÃO RESISTIR! GRRRR!!! 


Ok manias (querem porcas, badalhocas, ou têm mesmo de ser socialmente correctas? é que tenho de todas!heeheheh):


1º- (a mais complicda de gerir) quando estou triste, de telha, confusa ou tudo o que seja diferente de estar BEM, quero ficar sozinha. detesto ouvir-me queixar. prefiro caminhar a ouvir musica.


2º - tenho sempre de ter um aparelho de som portátil, agora tenho um IPOD (tão orgulhosa!), já foi um MP3, um disckman, e antes dos disckmans eram os...xiça agora nao me lembro!)


3º - ADMITO: sou uma viciada incurável em chiclettes: trident de morango é o prato do dia, com variações para as senses ou as marcas brancas sem acúcar quando o dinheiro aperta...é mesmo grave! (agora mesmo masco 3 ferverosamente!!)


4º: Quem me tira o queijo leva na tromba!


5º:Tenho a mania que sou desportista: se não posso correr, andar, ou praticar qualquer tipo de deporto aérobico, fico deprimida e hiper nervosa.


Resumo: Ir a correr ao supermercado, a mascar chiclettes, e a ouvir musica, para comprar queijo, faz de mim uma mulher feliz! LOOOOLOLL


Tanga... of course!!!


Beijos maníacos para quem me meteu nisto!!!


E agora...os escolhidos são: o Sr das Tretas, a Pimenta Azul, a menina do MundoXana...(se não quiserem participar não levo a mal..esta regra é minha!)

17.12.09

Centro de Formação Avançada em Artes e Design



(clique na imagem para conhecer melhor)









11.12.09

.

Para ti azulandreco....que me ensinaste a não ter medo do tempo.







Parabéns!



29.11.09

Parábola do homem que encontrou a verdade

(és verdade és...)








"Um dia um filósofo estava conversando com o Diabo quando passou um sábio com um saco cheio de verdades. Distraído, como os sábios geralmente o são, não percebeu que caíra uma verdade.

Um homem comum vinha passando e vendo aquela verdade ali caída, aproximou-se cautelosamente, examinou-a como quem teme ser mordido por ela e, após convencer-se de que não havia perigo, tomou-a em suas mãos, fitou-a longamente, extasiado e, então, saiu correndo e gritando: "Encontrei a verdade!".

Diante disso, o filósofo virou-se para o Diabo e disse: "agora que você se deu mal. Aquele homem achou a verdade e todos vão saber que você não existe..." Mas seguro de si, o Diabo retrucou: "Muito pelo contrário. Ele encontrou um pedaço de verdade. Com ela, vai fundar mais uma religião e eu vou ficar mais forte!"


(in Mestre De Rose, Quando é Preciso Ser Forte, Edições Afrontamento, pag.57, nota 17)

24.11.09

.



Nos dias melancólicos fica-se meio perdido. Pelo menos comigo acontece isso. E como nao apetece falar, nem escrever, deixo uma música que me traz de volta tanto para me reencontrar!

Espero que gostem.





16.11.09

Para a Pimenta Azul

Soninha, ensinaram-me um dia que um Senhor muito importante chamado Confúcio disse num espasmo de eloquência inteligente: "não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar" - a coisa não é bem assim, note-se, mas devo ser eu que estou meia "confúcia", ou com espasmos de inteligência muito preguiçosos e portanto distantes entre si, como dois pontos num semi-recta que à primeira vista não tem fim!

Bem para não "melar" muito a conversa, proponho que "cogumelemos" antes. Porque é disto que este link se trata: www.micoplant.com - vai lá e delicia-te. Se precisares de um vasinho, é só dizer.

Se já conheceres, faz de conta que não e amanhã dá-me um grande abraço! (dás sempre..)

Beijos a todos que "cogumelam" connosco neste fettuccine que a vida às vezes parece!

8.11.09

deriva(ções)


Não sei onde deixei a Palavra...

Talvez me tivesse caído,

Pelo tubo de ensaio da vida,

E agora encontra-se exposta,

Nesse laboratório da existência,

Onde amplificamos o ridículo,

E minimizamos a essência.


É cansativo procurar o que somos

Quando já o somos nessa busca,

E insistentemente ignoramos,

O resultado óbvio

Dessa incursão,

Que se mostra nulo na maior das gargalhadas,

Deste egocentrismo que nos inculcaram,

Quando o movimento é muito maior,

Porque está em todos,

E todos ao longo da vida,

partem os espelhos,

Da moral e da razão.


Não sei onde deixei a Palavra

O que me define.


Talvez se tivesse escapado no desastre de emoções,

Que vou tendo a cada passo,

Despassado de soluções


Talvez tivesse caído

Quando me julgaram

Ou escorrido

Quando chorei.


E agora o momento é tudo.

Até o mais entediante,

O mais solitário,

O mais desconcertante.


O momento define.

Previne,

Castiga,

Repele,

Dá-me ordem,

Para ser o que estou a ser na desordem,

Sem saber o que vai ser o amanhã,

Porque o ontem já passou

e também foi cansativo

E o hoje é o que se vê….

.

.

.

Barco à deriva

Vai

Não pares

E não me perguntes porquê.

7.11.09

Quero viver num mundo assim



Quem vem comigo?









Espero que todos!


.... humpf!

1.11.09

Uma diferença de 30 anos (1978 & 2008)

Provavelmente já leram...é mais um daqueles e-mails que caem na caixa de correio e, entre mil, decidimos abrir 1 e não nos arrependemos!


Situação O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:

Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação Fazias uma asneira na sala de aula:

Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: O Luis parte o vidro dum carro do bairro dele e foge. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.
Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda bate com o corpo numa varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:

Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.